segunda-feira, 11 de outubro de 2010

agradecimentos

Eu gostaria de agradecer a todos que já passaram pelo blog e anunciar que vou começar um novo projeto que em breve será melhor divulgado. Acho que esse atual projeto não tem mais muito a ver comigo e não é mais esse o caminho que quero usar para me expressar. É claro que não posso ignorar a importância que todos os textos e ideias aqui traçadas tiveram em minha formação em diversas áreas. Obrigado leitores, conto com voces no novo projeto e espero que gostem.

domingo, 26 de setembro de 2010

Carta de fora do trilho

Ouço o barulho dos seus passos e logo você abre a porta da minha casa. Meu coração passa a pulsar como um rock bem pesado de batida perfeita. Em dois segundos nossos perfumes se misturam e o ambiente ganha um cheiro único, extremamente intenso. Com um simples toque me vejo a delirar e percebo que o significado etimológico de delírio nunca coube tão bem (sair do trilho da realidade). Dicionário nenhum descreve o que sinto quando você me diz aquelas três palavras (eu te amo) e é nessa falta de exatidão que quero me afogar.

Não existe motivo e não precisa de justificativa para estar com você. Nada no mundo equivale a estar fora do trilho e é lá que quero permanecer o resto da minha vida, apenas te amando nesse delírio inexato e prazeroso.

Eu também te amo meu amor.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Demônios em meu pai



Os monstros cruelmente doparam meu pai. Ele agora diz amar esses demônios que estão ao seu redor e me deixou totalmente sozinho como uma criança que conhece o sofrimento de uma guerra sem saber o porquê dela ocorrer. Minha dor é agonizante e a felicidade fica cada vez mais no passado. Minha vida agora é olhar os segundos correrem.

Lembro-me muito pouco do ex-bom moço que era, mas foi o dono dos meus sorrisos mais sinceros, foi o baú dos meus segredos, a ele cada sorriso era especial, cheguei a ver dias de sol em meio a um grande temporal e recriamos um mundo só nosso.

Quando ele se entregou ao satã, ganhei uma dose que mistura pena e nojo de sua pessoa. Agora vejo o horror queimando no seu cérebro e não posso fazer nada para mudar isso. Não tem volta para esse agora velho que espera a morte chegar recordando que não viveu como sempre quis por conta de um medo besta de ser quem ele era.

A vida para ele é uma grande tortura diária e a única solução parece à morte. Não quero ver meu pai sofrer com tamanha intensidade e seu assassinato seria uma ajuda que eu poderia lhe dar antes que os demônios assumam seu corpo inteiro.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

“Ontem me lembrei de você enquanto o efeito químico subia e senti a dor de crânio como um choque elétrico. Resolvi então escrever um texto que originalmente se chamaria o homem-monstro-eu, mas o eu acabou por não ser aceito”

Homem-monstro

As pessoas estão se afastando enquanto me aproximo. Elas temem a verdade e odeiam o amor. Pateticamente ensaiam sair da lucidez, mas nunca conseguem. Treinam sofrer, mas não sabem o que é isso.

Hoje percebi que em alguma hora a alma explode e vou vomitar tudo em você. Não me perturbe, pois de você não guardo nada dentro de mim. Minhas atitudes são feitas por impulsos e sou tão sensível que os outros me moldam.

Ao me entregar para alguém é com intensidade, não sou metade eu metade ela, conheci então por isso a dor regada por crueldade. Sei o que é ser cuspido, torturado e julgado. Já chorei demais sem não poder dizer.

Agora que já conhece o monstro, prefiro que vigore seu egoísmo e suma da minha vida. Você não merece minha energia e muito menos minhas palavras, chega!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Guarda-chuva, pipoca e metrô.


Passávamos por toda rua dividindo o guarda-chuva e uma pipoca no caminho até o metrô. Enfim então, vinha o momento mais paradoxal. Contradições do amor que não era o clássico guerra e paz. Logo depois de receber o melhor abraço do mundo te perdia parcialmente de meus olhos, pois meu trem era o de sentido oposto ao seu.

Antes dos trens se cruzarem e eu te perder de vez de vista, te observava com tamanho desejo e você me matava com pequenas olhadas que misturava insegurança, medo e timidez. Nos tirando deste momento intenso, ouvia o barulho do metrô se aproximando e eu constatava que da pipoca só restava a embalagem, o guarda-chuva já estava fechado há bastante tempo e eu já tinha te perdido de vista, mas não dos pensamentos.

Esse mesmo momento se repetiu algumas outras vezes, mas com o tempo nos afastamos, não tendo mais guarda-chuva, pipoca e metrô. Não que isso tenha me abalado, estava convicto que todo aquele amor não podia ser guardado dentro de mim.

É claro que meu palpite não estava errado. A vida só precisava de tempo e foi ele que trouxe você de volta. Tempo tão sábio que nos proporciona um presente onde não precisamos do guarda-chuva, pois não chove mais em nosso caminho, a pipoca agora é acompanhada de um bom filme e agora o seu sentido do metrô é junto ao meu.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

minha casa não é minha




Foi em uma casa que não era a minha, foi em um quarto que não era o meu e a cama muito menos minha. Foi naquele lugar que chorei, foi naquele lugar que eu amei foi naquele lugar que eu perdi. O cruel é que não era eu por dentro, não fui eu que movimente o ultimo passo, amei o ultimo beijo e supliquei meu ultimo pedido. Eu desconheço aquelas pessoas que era eu e você. Tanto tempo, tanta intimidade e tamanha distancia. Não fui eu o último, eu fui só o primeiro. E agora? Cadê eu? Me deixou com o outro você ou nunca existi por inteiro?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Na confusão de pensar enquanto a fumaça do cigarro sobe, percebi que perdi meu EU. Sinto falta do meu tempo, dos músicos de outra época e do livro que hoje está na prateleira juntando pó, eu sinto e me dói à falta do cheiro de capim ao lado da mulher nua que nunca existiu, sinto falta do meu mundo e da minha face que hoje veste uma máscara vendo o tempo correr. As coisas andam muito sérias, é tudo muito exato, é muita matemática. O pior é que estamos só começando, queira estar de partida dessa curva que levou a vida. Tudo doe e nada sinto. Estou apático, é a iminência do movimento, é o pior que tem, é provar do viver por viver. Hoje meu EU está assim, exatamente assim, vazio e levando. Perdi o mais raro que tinha da vida para ela mesma.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O MUNDO E ...


CHICLETES MASCADOS

CIGARROS FUMADOS

E QUANDO VOCÊ FOR VER

É O MUNDO E VOCÊ


PULSOS CORTADOS

O QUE HOUVE DE ERRADO?

E QUANDO VOCÊ FOR VER

É O MUNDO E VOCÊ


FOI POR MAIS-VALIA

MINHA SAUDADE VENDIDA

E QUANDO VOCÊ FOR VER

É O MUNDO E VOCÊ


TEXTOS QUEIMADOS

VERSOS RASGADOS

E QUANDO VOCÊ FOR VER

É O MUNDO E VOCÊ


E A CERVEJA GELADA

OLÁ RESSACADA

FOI TANTA GELADA

E QUANDO VOCÊ FOR VER

O ENGOV E VOCÊ